Com perfil frutado e equilibrado, o vinho rosé conquistou paladares ao redor do mundo
Ao longo da história, a vinicultura evoluiu entre técnicas, descobertas e mudanças de estilo. Nesse percurso, o vinho rosé conquistou espaço ao reunir frescor, equilíbrio e versatilidade, características que ajudaram a consolidá-lo entre os preferidos do público ao redor do mundo. Segundo o sommelier do BigLar, Luiz Roberto Corrêa Lima, os vinhos rosés se caracterizam por serem mais frescos, frutados e equilibrados, com taninos leves, boa acidez e teores alcoólicos relativamente módicos. “A tendência do mercado pede vinhos rosés de corpo leve, mas aqueles com estilo mais encorpado possuem seu espaço”, completa. Não existe um consenso entre os historiadores, mas muitos acreditam que o vinho rosé tenha surgido na Grécia Antiga. No começo, as uvas brancas e tintas eram prensadas juntas, mas depois passaram a ser separadas. Com isso, surgiram os vinhos brancos. Porém, os tintos eram considerados muito tânicos e robustos, e a preferência ficou para o rosé. Durante o Império Romano, os vinhos rosés foram levados para outras regiões da Europa. As produções da região de Provence, no sul da França, ficaram conhecidas em todo o mundo, mantendo-se até os dias atuais como o epicentro dos rosés, sendo responsável por uma produção média de 120 a 150 milhões de garrafas anuais.

rosés para se encantar
O1 • Peñascal Gaseificado Rosé
2 • Chateau Larroque Rosé 2024
3 • Mimbeau Ice Rosé 2023
4 • Crocodile Dandy Rosé 2024
5 • Duchetti Collecione Privata Pinot Grigio I.G.T.
6 • Anjos de Portugal Verde Rosé 2024

O que diferencia o rosé
Rosés, brancos e tintos formam o trio de estilos mais importante do mundo dos vinhos, e cada um possui os seus diferenciais. De acordo com o sommelier, a matéria-prima principal para o vinho rosé, por exemplo, é a uva tinta. A pigmentação avermelhada contida nas cascas da uva tinta é quem entrega cor e tanino ao vinho rosé. “A principal diferença entre o vinho rosé e o branco está na matéria-prima”, explica Luiz Roberto. “A maior parte dos vinhos brancos é elaborada com uvas brancas, embora também possam ser produzidos a partir de uvas tintas sem o contato com as cascas. Em geral, são vinhos mais frescos, ácidos e sem presença de taninos.”
Já os rosés são elaborados com uvas tintas, mas o contato do líquido com as cascas acontece por pouco tempo, apenas o suficiente para extrair cor, leve estrutura e parte dos taninos. Nos tintos, esse processo se prolonga por semanas, resultando em vinhos mais intensos, com maior concentração de cor e estrutura.

dia nacional do vinho rosé
Ao contrário de outras ocasiões especiais, o Dia Mundial do Rosé não possui uma data fixa no calendário. Basicamente, a quarta sexta-feira de junho é o dia do Rosé. Em 2026, a celebração ficou definida para o dia 26 de junho. A data especial foi criada em Provence, na França, capital mundial do vinho rosé.
Os caminhos para chegar ao rosé
São conhecidos quatro métodos para obtenção do vinho rosé: prensagem lenta, maceração curta, sangria e corte (blend). O primeiro consiste em prensar a uva tinta para extrair levemente o suco das bagas, e, junto com ele, a pigmentação das cascas. O resultado são vinhos de cor rosa claro e aromas florais, com destaque para os vinhos da AOP Provence, no sul da França. Outro método é o da maceração curta, que consiste em deixar as bagas em contato com as cascas como se fôssemos fazer um vinho tinto. Porém, esse contato ocorre por um breve período (questão de poucas horas) para extrair cor. No momento em que a cor atinge o padrão que o enólogo deseja, ele retira as cascas do mosto e dá início ao processo de fermentação. “Este método também é muito usado na Provence, e o que determina o enólogo a escolher entre um ou outro método são as condições da safra, o grau de maturação das uvas, os tipos de uvas escolhidas, se o vinho será de blend ou monovarietal e o estilo do vinho”, afirmou Luiz Roberto. No método da sangria, o objetivo principal do enólogo é produzir um vinho tinto mais tânico e concentrado. Para isso, durante a maceração em grandes tanques de aço inox, ele abre a torneira do tanque e faz uma sangria do líquido para aumentar a proporção da casca em relação ao volume dentro do tanque, aumentando, assim, a concentração de cor e tanino no vinho tinto. Por fim, os vinhos rosés elaborados pelo método de corte (blend) se notabilizam na região de Champagne, na França. Ele consiste em misturar vinhos tintos com vinhos brancos em proporções que resultem em vinhos com cores rosadas.

À mesa com o rosé
Bastante versátil, o vinho rosé oferece amplas possibilidades de harmonização e pode agradar a todos os gostos. No caso das saladas, o sommelier do BigLar recomenda a Caesar, a grega, o tabule, além de pastas como homus tahine e quibe cru. Já para o prato principal, filé de peixe grelhado, risoto de camarão e espaguete com sálvia na manteiga são as opções indicadas. “Canapés com base de massas folhadas recheadas com cremes de queijo, fatias de presunto royale com melão orange, cortes de queijos de massas moles (brie e camembert), queijos semiduros, como os goudas holandeses, também são perfeitos”, completou Roberto. O serviço dos vinhos rosés se assemelha muito ao dos brancos. Por isso, como o consumo é mais acentuado no verão, deve-se cuidar apenas para não degustar a bebida em temperaturas muito frias, uma vez que isso pode dificultar a percepção de todos os seus aromas e sabores.
